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Essen - Capital Verde da Europa 2017

Essen

Continente: 
Europa
País: 
Alemanha
População (Ano): 
580.751 hab.
Ano População: 
2008
Antigo centro de mineração de carvão, Essen foi reconhecida por superar o desafio da sua história industrial e reinventar-se de maneira ambientalmente sustentável, tornando-se exemplo para outras cidades.

Descrição:

A elaboração de um planejamento estratégico, a implantação de práticas exemplares de proteção e preservação da natureza e da biodiversidade e os esforços para diminuir o consumo de água, além da participação em diversas redes e iniciativas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, fizeram de Essen a cidade vencedora do Prêmio Capital Verde da Europa 2017.

O Prêmio Capital Verde da Europa tem por objetivo incentivar as cidades a adotarem novas iniciativas sustentáveis, bem como mostrar boas práticas e estimular o intercâmbio dessas experiências bem-sucedidas.

Essen tornou-se modelo para outras cidades que aspiram melhorar seu desempenho ambiental, incentivando-as a desenvolver e aplicar soluções inovadoras.

A história da cidade alemã está diretamente ligada à mineração de carvão, desde o século XIX até 1986, quando a última mina foi fechada. Com o propósito de superar os danos de seu passado industrial, a municipalidade está empreendendo esforços para estabelecer Essen como uma "cidade em transformação". A proposta é se reinventar, superando uma história industrial e tornando-se uma "cidade verde".

Para isso, o Conselho Administrativo da Cidade, com ampla participação da sociedade e de setores econômicos, elaborou de forma transparente o Plano Estratégico 2030.

O plano, que já está em execução e apresenta resultados palpáveis, tem projetos e metas a serem alcançadas em cinco eixos diferentes e com doze indicadores.

O planejamento 2030 é baseado em um desenvolvimento urbano sustentável contínuo e integrado, no qual a infraestrutura verde é a força motriz. 

Os indicadores avaliados são: alterações climáticas - mitigação e adaptação; transporte local; áreas verdes urbanas - incorporando uso sustentável da terra; natureza e biodiversidade; qualidade do ar; poluição sonora; produção e gestão de resíduos; gestão da água; gestão de águas residuais; eco inovação e emprego sustentável; desempenho energético; e sistema integrado de gestão ambiental.

Esses indicadores estão interligados às ações propostas e implantadas e os resultados alcançados são fruto dessa política integrada. Para incentivar a participação social, o governo disponibiliza constantemente informações à população sobre todas as mudanças da cidade.

Desde 1993, o Município de Essen é um parceiro da Aliança do Clima. Com a meta de reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2020 e em 95% até 2050, o Conselho da Cidade aprovou, em 2009, o "conceito de energia e clima integrado". A iniciativa aprovada contempla 160 medidas a serem tomadas para reduzir as emissões de CO2.

A elaboração de um guia para o planejamento urbano de energia otimizada, que regula as operações em edifícios e equipamentos, e a implantação de uma usina de biomassa para geração de energia de baixo carbono são ações de destaque da cidade. 

Essen também é membro do Pacto de Autarcas desde 2010. Esse movimento envolve municípios que se empenham no aumento da eficiência energética e na utilização de fontes de energias renováveis nos respectivos territórios.

As atividades de proteção do clima são demonstradas por um período prolongado, através de um catálogo padronizado de medidas avaliadas, planejadas, geridas e revistas regularmente. Assim, todas as medidas de proteção do clima municipal podem ser reconhecidas e utilizadas de forma eficaz. 

A estratégia para a proteção do clima, além de focar no aumento da poupança de energia e da eficiência energética, visa à expansão das energias renováveis e a cogeração energética (tecnologia em que o calor produzido na geração elétrica é utilizado no processo produtivo sob a forma de vapor). Em 2013, o consumo total de eletricidade na cidade foi de 3042 GWh (gigawatts hora), dos quais 13,7% foi gerado localmente a partir de energias renováveis (70,0 GWh) e de cogeração (346,2 GWh).

Para a redução da poluição do ar, foram elaborados dois planos de ação. Um plano local, com ações imediatas e futuras, e outro regional, após a constatação de que medidas locais não seriam suficientes.

O plano de gestão da qualidade do ar foi elaborado com a participação de organizações econômicas e ambientais, além da população. Foram incorporadas ao plano mais de 115 medidas referentes à indústria, setor público, setor doméstico e transporte.

Entre as medidas fundamentais para a redução das emissões estão: a criação de Zona de Baixa Emissão - LEZ (área inacessível a veículos pesados, poluentes e sem certificação); subsídios para veículos ecológicos nas empresas; expansão da rede de transportes públicos; estímulo ao uso da bicicleta; expansão das ciclovias; e priorização dos pedestres.

Além disso, a divulgação de informações - disponíveis no site da cidade - e o processo participativo sobre o plano estimulam a conscientização da população. 

Em relação à mobilidade urbana, a meta é que até 2035 a divisão seja de 25% para cada modal utilizado: carro, transporte público, bicicleta e a pé. Isto significa reduzir em 29% os deslocamentos em automóvel privado.

Visando este objetito foram executadas diversas ações, entre as quais a colocação em funcionamento de centenas de quilômetros de vias cicláveis, inclusive intermunicipais, a implantação de veículos elétricos para o transporte de massa e a ligação das áreas verdes por diversos modais. 

Atualmente, 77,3% da população está dentro de um raio de 300 metros de uma parada de transporte público.

Um diferencial no sistema de transporte público local é que, como complemento, duas linhas de ônibus são dirigidas por voluntários. O lema desse serviço, que proporciona o acesso a áreas do entorno da cidade, é "impulsionado por cidadãos para os cidadãos".

Aproximadamente 60% dos serviços de transporte público são realizados por bonde ou trêm movidos à eletricidade. Além disso, 57% dos ônibus da cidade já obedecem o limite máximo de emissões. 

As medidas para ampliar a utilização do transporte público e bicicletas, em detrimento dos veículos particulares, são: introdução de rede de ônibus noturno; obrigação progressiva para que os carros cumpram a norma EEV (normas europeias de emissão); aceleração parcial do bonde; mais pontos de transferência entre os diferentes modais de transporte público; remodelação de estações; configurações de linhas para circuitos culturais; serviços gratuitos de apoio para pessoas com mobilidade reduzida que utilizam o transporte público (desde 2005); bilhetes de transporte com descontos e intermodais; cursos de formação de utilização para idosos e crianças; garantia de mobilidade para os passageiros, caso o transporte atrase mais de 20 minutos (utilização de táxi gratuito ou, em caso de longa distancia, utilização de trem); sistema de sinalização de transportes públicos no centro da cidade; e expansão da informação, de forma dinâmica, para os passageiros em todas as paradas.

Atualmente, o maior problema da poluição sonora em Essen advém do trafego e uma mudança estrutural foi implantada para reduzir os níveis de ruído.

Em 2010, o Plano de Ação de Ruído foi elaborado e, para isso, um comitê consultivo foi instituído. O comitê é formado por políticos, empresários, associações ambientais, setor de transporte, setor de habitação e instituições de pesquisa, além de contar com a participação ativa de cidadãos.

Os temas e propostas decididos nas sessões de aconselhamento foram incorporados ao trabalho. Um portal online foi criado para acolher sugestões.

Na primeira fase online, foi possível marcar locais nos mapas de ruído, indicando onde as intervenções deveriam ser feitas. As sugestões foram verificadas pelos responsáveis e, quando possível, incorporadas ao Plano de Ação.  

Na segunda fase online, foi possível avaliar e comentar a redução de ruído e as medidas propostas. 

Como resultado, foram criadas zonas de silêncio, que visam minimizar os ruídos. Para determinar essas zonas de silêncio, um mapa global de ruído foi preparado. As florestas, os parques, as novas áreas verdes e os espaços de lazer e recreação são lugares com potencial para sua instalação. O plano também estabelece que hospitais, lares de idosos, escolas e jardins de infância são áreas prioritárias para redução de ruídos.

Dentre as medidas utilizadas para a redução do ruído estão: asfalto especial instalado em diversas vias; barreiras acústicas em vários pontos nas rodovias; redução do limite de velocidade em ruas, estradas e avenidas; implantação de ciclovias; modernização da rede de transporte público local; reforma de linhas ferroviárias dentro da área municipal; e reforma dos bondes e metrôs. Em 2010, também foram concedidos subsídios para instalação de janelas com isolamento acústico.

Em resumo, o Plano de Ação de Ruídos é constantemente atualizado e as medidas estão sendo implementadas de forma gradual. A ferramenta online permite a participação do cidadão, além de garantir a transparência.

A cidade de Essen também atua no desenvolvimento de áreas verdes, na recuperação dos recursos hídricos, no manejo da água de chuva e na adoção de designe ecológico para as novas construções. 

No âmbito das soluções inovadoras de gestão da água destacam-se sistemas de áreas verdes multifuncionais, que são utilizados para o gerenciamento de águas pluviais, prevenção de inundações e reposição das águas subterrâneas. Com planos ambiciosos para o futuro, o município pretende evitar que a água da chuva se misture com a rede de esgoto.

O planejamento do espaço urbano está sendo executado por meio da criação de um sistema de área verde funcional, que visa promover espaços abertos, com múltiplos usos pela população e ampla função ecológica.

Foram construídos corredores verdes e azuis dentro da cidade. O investimento em infraestrutura verde tem sido demonstrado com desenvolvimento do Cinturão Krupp. Este projeto envolve a revitalização de uma área de 230 hectares na região oeste do município. Dentre as diversas iniciativas nessa região, destaca-se a criação de um parque de 23 hectares, que é o elemento central do conceito de espaço urbano aberto.

A revitalização dessa área envolveu diversos segmentos da sociedade, que se uniram para a elaboração de propostas para proteger o bairro recém-criado e o parque. A reestruturação do espaço urbano estimulou a geração de empregos, impulsionou a economia local e incentivou atividades culturais. 

Os corpos hídricos existentes na cidade foram utilizados como diretrizes para a criação dos espaços verdes. Para isso, foi elaborado um Plano Diretor, visando a conexão das áreas verdes e os espaços livres, em conjunto com um plano de ação para a água. 

A revitalização do rio Emscher é uma ação integrada de cooperação regional, para a despoluição das águas e o tratamento subterrâneo do esgoto. Agora que a maior parte da mineração na região cessou, esgotos subterrâneos foram instalados para transportar o lixo e os poluentes para longe do rio e promover a sua renaturalização. Além disso, o rio tem sido realinhado para combater as inundações e diminuir a velocidade das correntes. Árvores e plantas nativas foram introduzidas ao longo das margens para melhorar a qualidade da água, bem como os ecossistemas da região, recuperando a paisagem regional. 

Para redução do consumo de energia, cinco estações de tratamento de esgoto já estão equipadas com captação fotovoltaica e são abastecidas por duas usinas de energia solar, com capacidade total de 344 KW.

A recuperação de águas pluviais tem sido prioridade para o governo municipal. Um exemplo é o lago do Parque Krupp, alimentado por água de chuva a partir da superfície de telhados. O transbordamento do lago é levado a um afluente do sistema do Rio Emscher, que antes recebia águas residuais.

A ligação de água potável em Essen atinge de 99,9% da cidade e a perda de água tratada é de apenas 5,59%. Para alcançar esse resultado, investimentos constantes são feitos para a reforma da rede de tubulação.

No escritório municipal de consultoria ambienta são oferecidas consultorias regulares ao consumidor, com informações sobre a utilização sustentável da água, que inclui aparelhos para reduzir o consumo, medidas para manter os cursos hídricos e uso da água da chuva para rega de jardins. As medidas de sensibilização também incluem recomendações para a poupança de água quente, o que reduz o consumo de energia associado.

Incentivos para os munícipes, sob a forma de redução de taxas para manutenção de áreas permeáveis, já estão em vigor.

Aproximadamente 99% da população de Essen pode encontrar uma área verde pública numa distância de 300 metros de sua residência.

A principal rede de rota verde tem 4.150 km de comprimento e liga áreas residenciais e cidades vizinhas.

O manejo do solo é outro ponto forte na cidade. Com muitas áreas outrora contaminadas, a municipalidade tem feito um trabalho contínuo de descontaminação do solo e, atualmente, a cidade tem bons exemplos de utilização segura em pontos antes inutilizados. Como exemplos tem-se a zona da Universidade e o surgimento de novos distritos eco planejados.

Visando preservar os habitats e salvar espécies em perigo de extinção ou que desapareceram da região em decorrência da urbanização, foi elaborado um Plano de Desenvolvimento das Áreas Naturais, que já mostrou resultados positivos.

A melhora na conservação da água, com a redução de poluente e a renaturalização dos corpos hídricos, ocasionou a reativação de diversos habitats aquáticos. 

O plano de Essen apresenta duas vertentes para a conservação da natureza. De um lado, a manutenção e o desenvolvimento do meio natural, das paisagens e das áreas de conservação que necessitam de proteção. De outro, a proteção das espécies e habitats em áreas de produção agrícola, florestal e urbana.

Para a ampliação e preservação da rede de biótopos, entre a zona rural e a área urbana, antigas linhas ferroviárias são usadas como corredores verdes urbanos, com acompanhamento de ciclovias e trilhas para caminhadas.

Em relação à produção e gestão de resíduos, a meta é alcançar uma taxa de reciclagem de 65% em 2020 e, para isso, a gestão de Essen tem implantado diversas ações.

Desde 2001, existe uma estratégia para a gestão dos resíduos urbanos. A estratégia foi reformulada a fim de adapta-la às exigências da nova lei de gestão de resíduos, aprovada em 2012.

Medidas preventivas de educação, para evitar o desperdício, e orientação ao consumidor, para a diminuição no consumo, fazem parte das ações. As informações são transmitidas aos cidadãos através de eventos, telefonemas ou serviços de consultoria. Os meios de comunicação também fornecem constantemente informações sobre materiais perigosos e serviços de coleta de materiais recicláveis.

O trabalho educativo incide bastante nos jardins de infância e escolas, onde módulos especiais e atividades de aula promovem a consciência ambiental.

Foi criado o Programa "Essener Tafel", de doações de alimentos, com a finalidade de evitar o desperdício de alimentos, reduzir a poluição ambiental e alimentar a população com menos recursos. 

Em Essen, cada tipo de resíduo recebe um tratamento específico. Os biodegradáveis nunca são despejados em aterros sanitários e os resíduos de jardim são compostados.

A coleta seletiva atinge uma taxa de cobertura de 100%.

Resíduos volumosos, como eletrodomésticos, vidro, calçados e têxteis, são recolhidos da rua e acondicionados em aproximadamente 610 depósitos (contêineres). 

Existem 2 centros e 5 estações de reciclagem, onde é possível entregar resíduos volumosos, como metal, madeira e outros materiais recicláveis, além de resíduos contendo poluentes, antigos aparelhos elétricos e resíduos de jardim.

O caminhão de materiais perigosos excursiona regularmente na área municipal, recolhendo latas de spray, resíduos de tintas, solventes, pequenos aparelhos elétricos, lâmpadas, entre outros.

A separação correta dos resíduos pela população é incentivada através da redução das taxas cobradas. 

Para incentivar a compostagem, as escolas e jardins de infância recebem compostores, na forma de empréstimo. Também são doados compostores rápidos à população, juntamente com campanhas regulares de informação sobre compostagem.

No âmbito da administração pública, são utilizadas cotidianamente políticas de compras sustentáveis, de baixa produção de resíduos e de utilização de papel 100% reciclado.

A autorização para eventos públicos só é concedida se a atividade obedecer critérios ecológicos, como a reutilização de materiais e a separação de resíduos.

As empresas locais também desenvolvem medidas para economizar recursos, operar de forma sustentável e proteger o clima, através do ÖKOPROFIT (Projeto Ecológico de Tecnologia Ambiental Integrada). Com isso, o volume de resíduos dessas empresas foi reduzido em 2.208 toneladas por ano.

A cidade também tem sua própria usina de triagem para resíduos de construção local.

Todas as estratégias e programas implantados são apoiados por resoluções do Conselho e financiados com recursos municipais e subsídios da União Europeia, Governo Estadual ou Governo Federal.

Objetivos:

Transformar a cidade por meio do desenvolvimento sustentável, tornando-a atrativa e multifuncional;

Estimular a participação dos diversos atores nos assuntos referentes à cidade, melhorando a gestão da informação;

Ampliar a oferta habitacional de forma planejada, atraente e acessível;

Estabelecer um sistema integrado de mobilidade, com ligações eficientes;

Sensibilizar a população para uma mudança no estilo de vida, com hábitos mais ecológicos, visando à conservação dos recursos;

Equilibrar os espaços urbano e natural;

Reduzir as emissões de CO2 em 40%, até 2020, e em 95%, até 2050;

Metodologia e Cronograma:

1993 - A cidade torna-se membro do Climate Alliance;

2007- Elaboração do Plano Diretor "Espaço aberto cria o espaço da cidade"; 

2008 - Entra em vigor o Plano Regional da Qualidade do Ar, que foi revisto e atualizado em 2011;

2009 - Elaboração do Plano de Proteção a Energia e Clima integrado. A construção do plano teve participação intensiva da sociedade e o processo contou com uma ampla gama de eventos, incluindo oficinas de planejamento nas áreas distritais e campanhas;

2010 - Elaboração do Plano de Ação de Ruído e adesão ao "Pacto de Autarcas";

2012: O Plano estratégico 2030 começou a ser pensado em 2012, mas tornou-se público em janeiro de 2013. A partir daí, o Conselho adotou um amplo processo participativo para formulação da estratégia. Fundação da Agência do Clima;

2013 - Atualização do Programa de Gestão de Resíduos pelo Conselho da Cidade;

- A avaliação dos 12 indicadores é constante;

- As metas e ações são decididas pelo Conselho da Cidade; 

- A criação de um parque e diversas áreas verdes interligadas com os corpos hídricos da cidade;

- Campanhas e a criação de aplicativos para estimular a participação dos cidadãos. 

Resultados:

- Geração de emprego, graças à revitalização e criação de bairros novos. Abertura de setores que estimulam a geração de empregos verdes;

- Recuperação do sistema hídrico, como parte integrante de um projeto maior, de recuperação da paisagem regional. Ou seja, implantação de uma gestão ambiental integrada, com metas e resultados;

- Ampliação e recuperação de grande quantidade de áreas verdes e espaços livres, que, além de favorecerem o surgimento de novos biótopos dentro da cidade, dão oportunidade para a realização de diversas atividades ao ar livre, que integram cidadãos e natureza. Atualmente, a infraestrutura verde e as áreas livres compõem mais de 54% da área da cidade;

- Significativa redução nas emissões de CO2;

- Reutilização inteligente de espaços, para fins comerciais e residenciais;

- A cidade de Essen tem 718 áreas verdes e aproximadamente 1.750 ha (hectares) de floresta. Graças às áreas verdes, existe um maior equilíbrio do clima, além das árvores servirem como filtro dos poluentes aéreos;

- A região conhecida como Parque Emscher acomoda 1.500 espécies de plantas, além de espécies de fauna consideradas extintas, como o Falcão Peregrino;

- Com mais de 60.000 árvores nas ruas, Essen é a terceira cidade mais verde da Alemanha;

- Uma área de 1.634 km² (78% da área do município) foi declarada Zona de Baixa Emissão (LEZ);

- Em 2010, Essen recebeu o título de "Capital Europeia da Cultura";

- Em 2013, ganhou o prêmio "European Energy Award", devido a sua política de energia e proteção climática exemplar. Também foi premiada pelo Estado da Renânia, como "Município Ativo da Europa";

- 57% de todos os ônibus já obedecem o limite máximo de emissões. E aproximadamente 60% dos serviços de transporte público local são fornecidos por bonde ou trêm movidos a eletricidade;

- Aproximadamente 99% da população de Essen pode encontrar uma área verde pública numa distância de 300 metros de sua residência;

- Redução do tráfego automóvel particular devido à expansão da infraestrutura cicloviária e do sistema de transporte público local. Em 2011, 122,8 milhões de passageiros utilizaram sistema de transporte público local de Essen. Em 2013, este número aumentou para 124,1 milhões de passageiros; 

- O Relatório de Qualidade da água do Ruhr 2009 recebeu um prêmio da Associação Internacional da Água (IWA), no Congresso Mundial da Água 2010, como melhor atividade promovida de proteção da água; 

- O consumo total de energia nas estações de tratamento de águas residuais foi reduzido em aproximadamente 20% e a geração de energia dentro das mesmas foi aumentada em 37%. Ou seja, atualmente  o consumo de energia das estações de tratamento de águas residuais é coberto por 60% de geração independente, a partir de energias renováveis;

- Em 2011, 50 carros elétricos foram licenciados e 45 estações de carregamento para veículos elétricos estão disponíveis, com 90 pontos de carregamento;

- O projeto de compartilhamento de carro tem 9 estações de aluguel;

- Bicicletas elétricas estão sendo utilizados para viagens de negócios intermunicipais;

- Em 2010, o Ministério Federal da Educação e Pesquisa declarou Essen o vencedor da competição Energy-Efficient City, pela criação de uma cultura climática compartilhada e cooperação intensa do poder público, dos cidadãos e das empresas, para alcançar os objetivos de redução da poluição;

- Em telhados de edifícios públicos, 27 sistemas de energia solar já foram instalados;

- A associação de habitação municipal também realizou modernizações de eficiência energética em 1.900 unidades residenciais, entre 2010 e 2014;

- Substituição de lâmpadas a gás e de sódio de alta pressão por lâmpadas LED, o que reduziu o consumo energético na cidade em cerca de 15 milhões de kWh;

- O financiamento do Governo Federal ("Economic Stimulus Package II") permitiu a adoção de medidas coordenadas, para que 63 escolas e creches, além de mais 37 edifícios de propriedade da cidade, fossem reformados visando à eficiência energética;

- Em 2014, concorreu ao Prêmio Capital Verde da Europa 2016. Em 2015, ganhou o Prêmio Capital Verde da Europa 2017.

Fontes:

Essen 2030

ESSEN.PerPedal

ESSEN – PRESENTATION

Prêmios e reconhecimentos

Krupp Park

 

Capital Verde da Europa

 

Apresentação

 

ÖKOPROFIT

 

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última modificação: qui, 01/10/2015 - 12:23

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