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Estação das Docas: um projeto exitoso de revitalização do centro urbano de Belém

Belém

Continente: 
América do Sul
País: 
Brasil
Estado - Província: 
PA
Uma das ações de recuperação do centro urbano de Belém foi a revitalização da antiga área portuária, que ainda guardava elementos da história. A área estava em estado de abandono, favorecendo ações ilícitas. A ideia foi criar a Estação das Docas, um complexo de lazer, cultura e turismo, que sintetiza o projeto de urbanização e preservação do patrimônio arquitetônico da cidade.

Descrição:

Na década de 1990, surgiu a ideia de resgatar a história da capital paraense com uma cuidadosa restauração de prédios centenários, que seriam revitalizados para dar origem a polos turísticos. Essa proposta integra um amplo projeto de recuperação e revitalização do centro histórico de Belém, que começou com o Projeto Feliz Lusitânia - responsável pela entrega do Museu de Arte Sacra e recuperação da Diocese.

Outra ação de recuperação do centro urbano da cidade, que confirmou o sucesso da iniciativa, foi a revitalização da antiga área portuária, conhecida atualmente por Estação das Docas. O local guardava elementos da história do Porto de Belém, mas estava em completo estado de abandono, favorecendo ações ilícitas.

A ideia foi criar um complexo de lazer, cultura e turismo, sintetizando o projeto de urbanização e preservação do patrimônio arquitetônico. A Estação das Docas faz parte de uma série de trabalhos que estão sendo realizados em lugares outrora abandonados na capital paraense. A revitalização total da área gerou 800 novos empregos diretos e mais de 1.600 indiretos, além de propiciar lazer para a comunidade, com o aproveitamento da orla. 

No ano 2000, a região foi tombada, tendo seu valor histórico e cultural reconhecido. O complexo cultural da Estação das Docas foi inaugurado naquele ano, após um investimento governamental de cerca de 18 milhões de reais.

O complexo turístico e cultural é referência nacional e agrega gastronomia, cultura, moda e eventos, nos 500 metros de orla fluvial do antigo Porto de Belém. São 32 mil metros quadrados, divididos em três armazéns e um terminal de passageiros.

O Armazém 1 foi batizado de Boulevard das Artes e reúne a memória do Porto de Belém, com fotografias e exposição de objetos e peças arqueológicas oriundas do acervo da Companhia das Docas do Pará. Possui um palco suspenso e móvel, área administrativa, espaço para feiras e ainda o Teatro Maria Sylvia Nunes, equipado com moderno sistema de som e luz e capacidade para 428 lugares.

O Armazém 2 passou a ser o Boulevard da Gastronomia. E o Armazém 3 é conhecido como Boulevard das Feiras e Exposições. O complexo ainda possui o anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco.

A Estação das Docas oferece, além de diversos restaurantes, atividades culturais diárias, como teatro, música e dança, valorizando os artistas locais. Com o objetivo de levar cinema de qualidade a um público mais abrangente, há ainda um moderno cinema adaptado no Teatro Maria Sylvia Nunes.

Entre as características marcantes da Estação das Docas estão o acesso gratuito às atividades culturais e o zelo com a manutenção dos espaços. Trata-se de um exemplo a ser seguido por outras capitais brasileiras.
 
Outro espaço contemplado pela política de revitalização em Belém foi a Praça do Carmo, localizada no Centro Histórico. A ação reuniu órgãos estaduais e municipais, entidades parceiras e moradores do bairro da Cidade Velha. A pintura das casas foi feita por moradores, que voluntariamente se envolveram com a proposta. Além disso, detentos do Centro de Progressão Penitenciário de Belém participaram de uma oficina de capacitação em pintura dentro do projeto “Tudo de Cor Pra Você”. 

É notório o progresso que a cidade de Belém teve na última década. Foram restaurados e revitalizados, pelo poder público estadual e municipal, palacetes, igrejas, logradouros públicos, entre outros espaços históricos. O processo de revitalização do Centro histórico de Belém estimulou, entre outras coisas, o turismo cultural.

A combinação de espaços públicos atraentes, com áreas verdes e prédios considerados patrimônio cultural, cria ambientes atrativos a serem vivenciados. Tais alternativas geram espaços sustentáveis que contribuem para a saúde, segurança e bem-estar dos habitantes.

A apropriação desses espaços multifuncionais pelos habitantes desencadeia o habito de participação na vida urbana, gerando um sentimento coletivo de cuidado com o bem comum. Um espaço público seguro e não excludente é essencial para a integração e coesão social. 

Objetivos:

- Devolver à sociedade paraense os símbolos de sua memória social e identidade cultural, além de despertar o interesse nacional em conhecer as construções arquitetônicas peculiares dos monumentos históricos amazônicos;

- Apropriação de espaços públicos pela população, proporcionando cultura e lazer. Com isso, esses espaços passam a ser mais seguros e democráticos.

Metodologia:

Inaugurada em 13 de maio de 2000, o Complexo Cultural da Estação das Docas é fruto de um investimento governamental de cerca de 18 milhões de reais. Possui um calçadão de 500 metros na orla fluvial, que é urbanizada e dividida entre os armazéns e o galpão Mosqueiro-Soure (terminal hidroviário para fins turísticos). O espaço tem 32 mil metros quadrados e é administrada pela Organização Social Pará 2000.

Os seus Boulevares foram resultado de um cuidadoso trabalho de restauração dos quatro armazéns de ferro inglês, característicos da arquitetura do século XIX. São nesses galpões, antes usados para o armazenamento de carga, que a vida cultural de Belém se torna mais cheia de atrativos. 

Originalmente construido (em 1665) para a defesa da orla da cidade, o Forte de São Pedro Nolasco foi destruído após o Movimento da Cabanagem, em 1825. Atualmente, o local revitalizado abriga um anfiteatro.

Resultados:

- A revitalização total da área gerou 800 novos empregos diretos e mais de 1600 indiretos;

- Lazer e aproveitamento da orla para a comunidade e turistas;

- Diversos projetos culturais acontecem na Estação, como o projeto Teatro ao Pôr do Sol. Uma das características principais desse projeto é associar o contexto histórico do antigo forte de São Pedro Nolasco, apresentando os espetáculos em frente às ruínas do forte, com o mínimo de cenários.

- No local também tem a exposição permanente e gratuita “Memorial do Porto”, que conta a história da navegação no Pará. O Projeto Pôr do som (grupos musicais paraenses que se apresentam na orla) e o Projeto Palco Livre (produções teatrais), além dos eventos em datas festivas, com programações especiais.

- Em fevereiro de 2001, foi realizada uma pesquisa sobre a satisfação dos usuários dos centros culturais históricos da cidade e do complexo da Estação das Docas. Resultado: 100% dos entrevistados atribuiu o conceito "excelente" em aprovação aos espaços.

- A frequência média diária na Estação das Docas é de 3.500 pessoas. Por mês, passam pelo local 95 mil pessoas.

- O número de atrações por ano é de aproximadamente de 256.552 mil 

Instituições Envolvidas:

Prefeitura Municipal de Belém

Governo do Estado do Pará

Organização Social Pará 2000 (associação de direito privado, sem fins lucrativos e de interesse coletivo, destinada à produção de cultura, lazer, turismo e serviços no Pará)

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN

Fontes:

Cultura e cidadania para a população

Obras de revitalização do Centro Comercial de Belém

Praça do Carmo, no Centro Histórico de Belém, passa por revitalização

Revitalizacão de áreas ou elementos urbanos

Imazon

Estação das Docas

História Cultural

Contato:

- Estação das Docas
Av. Boulevard Castilho , Bairro Campina
Telefone: (91) 32425395

- Organização Social Pará 2000
Praça Carneiro da Rocha
Telefone: (91) 32425395


 

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última modificação: qui, 18/12/2014 - 17:15