21/07/2011
O
objetivo da iniciativa é estabelecer uma política de
gestão de
riscos urbanos baseada no
uso de
informação e
indicadores. Com
início em
junho de 1995,
os indicadores e
informações relevantes são apurados por meio de um
sistema cartográfico. Com o
emprego de um
sistema de
informação geográfica (SIG), a
informação chega ao governo local,
seus principais colaboradores e a
todos os agentes implicados, de forma
que possam utilizá-la. O
sistema cobre as
áreas de
riscos naturais,
riscos tecnológicos,
riscos urbanos e
riscos sociais,
representando um
sistema cartográfico de
ameaças.
Assim, a
Prefeitura de
Marselha utiliza o
sistema como base
para prognóstico e
prevenção,
avaliação da vulnerabilidade,
planejamento e
classificação do solo,
além da própria gestão da crise e
da emergência. O
sistema também é utilizado em
atividades de
conscientização,
principalmente em
escolas.
Objetivos
• Estabelecer uma política de gestão de riscos com base em informação e indicadores primários.
• Evitar que os riscos sejam concretizados, o que pode causar danos de diversas escalas. Com esse sistema, torna-se possível a atuação de retirada de civis em áreas que foram consideradas de risco, diminuindo ou eliminando a possibilidade da existência de vítimas em catástrofes.
Cronograma
• Junho de 1995: Iniciativa começa a ser realizada
• 1995-1997: Coleta de dados e encontros com acionistas.
• 1997: Se inserem os dados no SIG.
• Fevereiro de 1997: Primeira assinatura de orçamento da prefeitura de Marselha.
• Junho de 1998: Primeiro intercâmbio entre experts nas cidades da costa mediterrânea.
Resultados
• Desenvolvimento de ferramentas: cartografia básica e sistema SIG
• Desenvolvimento de políticas: legislação sobre solo e regras de uso do solo
• Sistemas de gestão: informação de prevenção de riscos
• As informações e indicadores foram apresentados a vários agentes e responsáveis que estão utilizando-as e integrando-as ao processo de formulação de políticas e tomada de decisões, em particular com relação a normas e estratégias. O impacto principal e mais visível tem se resultado no planejamento e legislação do uso do solo e gestão ambiental.
• Outras áreas de impacto incluem mudanças na gestão por parte das companhias de seguro, a adoção de uma prevenção de riscos global, as estratégias de intervenção e preparação, assim como melhores sistemas de comunicação. Conseguiu-se, também, maior comunicação entre os diferentes atores, com a adoção de um Plano Municipal de Respostas a Emergências, que afeta a todos os serviços e uma resposta integrada e racionalizada aos requerimentos de segurança e prevenção e gestão de riscos, realizado para a Copa do Mundo de 1998.
• A nível institucional, foram desenvolvidas negociações para adotar o SIG como ferramenta de trabalho interdisciplinar e interdepartamental para todas as administrações implicadas.
• A nível local, o IGRC recebeu novas fontes de apoio, entre elas melhores recursos humanos e tecnológicos assim como financiamento da prefeitura de Marselha desde o primeiro quadrimestre de 1997.
• A nível nacional, o IGRC foi objeto de várias consultas e intercâmbios de experiência com outras cidades, especificamente em Cannes, Lyon, Niza e Toulouse.
• A nível internacional, a prefeitura de Marselha está trabalhando estreitamente com uma Rede de Cidades Mediterrâneas, como Argel, Barcelona, Casablanca, Genova, Haifa, Meknes, Tirana e Tunez.
• Foi, também, debatido com a UNESCO o início de um projeto global a fim de difundir e transferir o sistema como ferramenta de trabalho.
• Graças ao intercâmbio de conhecimento e experiências entre diferentes atores, tem se criado a consciência da necessidade de se incorporar as considerações sociais, econômicas e culturais na prevenção e gestão de riscos.
Instituições envolvidas
• Prefeitura de Marselha
• IPGR
• Ministério de Urbanismo e Meio Ambiente da França
• Direção Geral de Serviços Tecnológicos da França (DGST)
• Direção Geral de Logística da França (DGL)