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O esporte como ferramenta de transformação social

Por Luana Copini, da Rede Nossa São Paulo

Investimentos em políticas públicas para o esporte é um dos debates dentro da perspectiva para a construção de cidades sustentáveis, seja pelo viés da saúde, seja pela inclusão e educação, seja pelo bem estar e lazer. Durante a Conferência Internacional Cidades Sustentáveis – Políticas Públicas Inovadoras, a ONG Atletas pelo Brasil apresentou algumas iniciativas que vão de encontro a esta realidade.

“Pensar em esporte, cultura e lazer, também é pensar em saúde”, afirmou Silvia Gonçalves, assessora de políticas públicas da Atletas pelo Brasil. Os estudos apresentados por Silvia comprovam, que além de melhorar o rendimento escolar das crianças, o esporte previne uma série de doenças, evitando assim, gastos desnecessários com saúde.

Silvia destacou ainda que o esporte além de ser uma ferramenta de avanço social, de inclusão e equidade, ele também é uma fonte de renda e mais uma área de mercado. “No esporte, além dos atletas temos professores, temos construções de estruturas esportivas, técnicos, produção de aparatos. Precisamos pensar em esporte como algo rentável também e não como algo que se faz apenas quando sobra investimento.”

Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis e Raí Oliveira, diretor da Atletas pelo Brasil, mencionaram a falta de políticas públicas para o esporte nacional. “O esporte deveria ser como a educação, com leis que direcionassem os municípios a realizarem projetos esportivos, desde as escolas, até o campo da ação social”, afirmou Grajew.

Grajew destacou ainda que o esporte só tende a beneficiar a sociedade. “Com a prática esportiva teremos menos despesas médicas [devido aos exercícios físicos e saúde do corpo], menos problemas de mobilidade urbana [com o uso da bicicleta, por exemplo].”

“O esporte é uma das atividades nobres e é a mais barata em termos de custo e benefício”, ressaltou Raí. Para ele, um grande problema é a falta de integração dos projetos esportivos e das políticas públicas para o esporte. “O estado não conversa com o município, existem muitos projetos isolados que poderiam ser feitos em conjunto. Não existe uma lei nacional que obrigue os municípios a investir no esporte.”

E neste contexto de “empurra empurra” de responsabilidades na gestão do esporte, seja pelo município, estado ou governo federal, Silvia destacou que quem sai perdendo é própria população. “Os municípios ainda estão engatinhando para a construção de políticas públicas necessárias para o esporte, pois não se resumem apenas a programas, e sim ações amplas de políticas e direitos”.