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Dia da Alfabetização com foco no Desenvolvimento Sustentável

Unesco alerta para falta de progressos para baixar os quase dois terços de mulheres analfabetas no mundo; realçado sucesso da Etiópia pelo aumento de 20% de jovens alfabetizados entre 2000 e 2011.

Por Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque

Unesco alerta para falta de progressos para baixar os quase dois terços de mulheres analfabetas no mundo; realçado sucesso da Etiópia pelo aumento de 20% de jovens alfabetizados entre 2000 e 2011.

Assinala-se, neste 8 de setembro, o Dia Internacional da Alfabetização. A Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, aponta que em todo o mundo existem 781 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever.

Em 2014, a data é assinalada sob o lema "Alfabetização e Desenvolvimento Sustentável".

Mulheres

A literacia é considerada uma base para a aprendizagem ao longo da vida, sendo realçado o seu papel crucial na criação de sociedades sustentáveis, prósperas e pacíficas.

Os dados da Unesco indicam que quase dois terços dos analfabetos são mulheres, e que há 24 anos não se registam progressos para baixar a percentagem de 64%.

De acordo com a agência, se as mulheres concluíssem a educação básica, a taxa de mortalidade infantil cairia em seis vezes e a mortalidade materna em dois terços.

Meninas e Casamentos

Na África Subsaariana, o casamento de meninas teria uma queda de 14% se o grupo tivesse acesso à educação básica, e em 64% se frequentasse o ensino médio.

A Unesco considera alarmante o impacto da má qualidade da educação: um em cada quatro adolescentes não sabe ler uma frase mesmo que tenha ido à escola por quatro anos. O número equivale a 175 milhões de jovens.

Etiópia

Entre os sucessos na redução dos analfabetos está o Bangladesh, que duplicou a alfabetização de mulheres de 1990 a 2011. A Etiópia aumentou o número de jovens alfabetizados em um quinto entre 2000 e 2011.

A Unesco refere que o Brasil está em oitavo lugar na lista dos 10 países que concentram 72% de adultos que não sabem ler nem escrever. A Índia lidera o ranking seguida pela China e pelo Paquistão.

De acordo com a Unesco, quando se aprende a ler desde o nível básico ao avançado são ampliadas as competências necessárias para o pensamento crítico.

Sustentabilidade

As vantagens incluem o sentido de responsabilidade, a gestão participativa, o consumo e estilos de vida sustentáveis, os comportamentos ecológicos, a proteção da biodiversidade, a redução da pobreza e a redução do risco de desastres.

Por outro lado, a leitura é tida como um dos elementos necessários para promover o desenvolvimento sustentável. O argumento é que esta capacita as pessoas para que possam tomar as decisões correctas nas áreas de crescimento económico, desenvolvimento social e integração ambiental.

O Brasil é destacado pela Unesco por estar entre as 41 nações que atingiram a meta da agência de investir 6% ou mais do seu Produto Interno Bruto nesse objetivo.
*Apresentação: Denise Costa.

Matéria originalmente publicada no portal da Rádio ONU