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Mergulhada em névoa de poluição, Nova Délhi declara emergência médica

FOLHA DE S. PAULO

A Associação Médica da Índia declarou emergência de saúde em Nova Délhi nesta terça-feira (7), quando a poluição do ar atingiu um nível que extrapola em 11 vezes o que é considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde e mergulhou a capital indiana em uma neblina espessa, paralisando serviços.

Os moradores de Délhi receberam instruções para ficar em casa. Escolas infantis e de ensino médio permanecerão fechadas nesta quarta-feira, e o governo da cidade definiu a situação como uma "câmara de gás" ao convocar uma reunião para lidar com a crise, informou o jornal britânico "The Guardian".

Uma frente fria que dificulta a dispersão de poluentes agravou, nos últimos dias, um quadro que já era de risco, e agora os medidores de qualidade do ar na cidade não dão conta mais de registrar os índices -o índice de poluição máximo que o equipamento marca é 999.

Segundo o "Guardian", testes feitos na capital pela organização ambientalista Greenpeace encontraram entre os poluentes suspensos no ar como micropartículas elementos cancerígenos como chumbo, arsênico e mercúrio, à taxa de 710 microgramas por metro cúbico.

O valor é quase seis vezes a média desses micropoluentes no ar da cidade, de 122 microgramas por metro cúbico, o que já forma uma névoa perene vista à distância quando se chega à cidade. Pequim, cidade constantemente evocada por seu alto nível de poluição, tem 85 microgramas por metro cúbico (a OMS não lista dados atualizados de São Paulo).

A associação médica descreveu o efeito da poluição intensa como equivalente a fumar 50 cigarros em um dia, com sintomas como falta de ar, irritação ocular, náusea, fadiga, cefaleia e palpitação.

Matéria publicada na Folha de S. Paulo