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Prefeitura de São Paulo pede compensação ambiental por rodoanel

Com informações do Estadão e CET-SP

A Prefeitura de São Paulo quer que o governo estadual construa nove parques cercados como compensação ambiental pelo Trecho Norte do Rodoanel. O documento com o pedido, entregue ao governo, pede a criação de 12,9 milhões de metros quadrados de espaços verdes, com uma desapropriação estimada em R$ 272 milhões. No total, a área corresponde a mais de oito Parques do Ibirapuera e é cinco vezes maior do que a atingida diretamente pela construção do Rodoanel Norte.

O pedido estaria, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, sob análise da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa encarregada da construção do Rodoanel.

Na manhã de ontem (24), o prefeito Fernando Haddad e o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, se reuniram para tratar do pedido, entre outros assuntos, como a aprovação da lei estadual para a inspeção veicular, que tramita na Assembleia Legislativa desde 2011. Se aprovado, o programa deverá ser implantando nas regiões metropolitanas e grandes concentrações urbanas do estado.

O pedido de compensação ambiental e o trâmite da lei da inspeção veicular no Estado serão acompanhados por grupos de trabalho formados na reunião de ontem, da qual também participaram vereadores e deputados estaduais. Os grupos também tratarão da municipalização do licenciamento ambiental de obras com impacto restrito à cidade e da construção de um macroplano de desenvolvimento ambiental da cidade de São Paulo.

Inspeção veicular

O Programa de Inspeção Veicular Ambiental começou a ser implantado em São Paulo em 2007 e visa minimizar as emissões de poluentes pelos veículos registrados na cidade, buscando estimular seus proprietários a fazerem a manutenção adequada e manter as emissões de seus veículos dentro dos padrões recomendados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Segundo lembra a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da cidade, “é, acima de tudo, um programa de saúde pública”.

Segundo pesquisas do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, estima-se que cerca de 10% das mortes de idosos, 7% da mortandade infantil e de 15 a 20% das internações de crianças por doenças respiratórias estejam relacionadas com as variações da poluição atmosférica. Em dias de grande contaminação do ar o risco de morte por doenças do pulmão e do coração aumenta em até 12%. Habitantes de São Paulo vivem em média um ano e meio a menos do que pessoas que moram em cidades de ar mais limpo.