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Lisboa é a Capital Verde Europeia 2020

Lisboa

Continente: 
Europa
País: 
Portugal
População (Ano): 
570.000 hab.
Vista de Lisboa
Lisboa recebe o título de Capital Verde da Europa 2020, pela primeira vez destinado a uma cidade do sul europeu. O prêmio é um reconhecimento de sua estratégia de sustentabilidade com foco no incremento de áreas verdes urbanas, espaços públicos, integração no uso da água e mobilidade sustentável.

Descrição:

Desbancando Ghent (Bélgica) e Lahti (Finlândia), Lisboa é escolhida Capital Verde Europeia 2020, um reconhecimento pelo desenvolvimento de estratégias integradas em sustentabilidade e esforços das últimas décadas para a construção de uma cidade mais amigável para as pessoas. Com a premiação o país se obriga a elaborar um plano de ações a serem implementadas até 2020 em diversas áreas relacionadas, como meio ambiente, mobilidade, biodiversidade e gerenciamento de resíduos.

Capital de Portugal e sua maior cidade, Lisboa tem hoje uma população de mais de 500 mil habitantes, mas recebe mais de 5 milhões de turistas todos os anos. Na contramão da recessão global que afetou fortemente o país, Lisboa investiu e avançou para consolidar sua estratégia de sustentabilidade ambiental, mostrando como, não só proteção ambiental e crescimento económico podem andar juntos, como esse encontro reúne as bases dos Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável, idealizados pela ONU e reiterados pelo Programa Cidades Sustentáveis.

O prémio Capital Verde Europeia surge em um momento onde o efeito das alterações climáticas se torna cada vez mais evidente, mas a contestação e tentativas de retrocesso na agenda da sustentabilidade assume tons impensáveis há poucos anos. A importância do envolvimento de uma cidade que já enfrenta desafios climáticos aumenta sua responsabilidade e o compromisso de colocar as alterações climáticas no centro da agenda política das cidades europeias e demais países de língua portuguesa.

O júri destacou os avanços da cidade nas áreas de eficiência energética e boa gestão dos recursos hídricos. Rodeada por rios e oceano, Lisboa tem no tema da água a possibilidade de se tornar referência internacional em processos que garantam um futuro melhor para o planeta e o respeito às próximas gerações. A valorização de espaços verdes e públicos, projetos de integração urbana e mobilidade sustentável foram destaque quanto à insumos da qualidade de vida nessa cidade de beleza ímpar.

Até 2021 a capital pretende ter 400 hectares de espaços verde, garantindo que 76% da população lisboeta viva a pelo menos 300 metros de uma zona verde. O empenho na proteção de áreas verdes visa ainda proporcionar espaços recreativos de qualidade, como o Parque de Monsanto, que assim como as margens do Rio Tejo está sendo equipado com ciclovias e passarelas. As iniciativas de mobilidade apostaram no uso de motos e veículos elétricos compartilhados, proposta que veio acompanhada de infraestrutura para pedestres e mais de 90 km em ciclovias.

Em 2017, Lisboa lançou um esquema de compartilhamento de bicicletas elétricas para incentivar o ciclismo nas partes mais montanhosas da cidade e ostenta uma das maiores redes de carregamento de veículos elétricos do mundo, com 516 pontos em toda a cidade. Os resultados das iniciativas da última década já mostram resultado, como a redução nas emissões de C02 em 50% entre 2002 e 2014, o consumo de energia em 23% e o consumo de água em 17%, entre 2007 e 2013.

No âmbito do Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética e visando a introdução e massificação dos veículos elétricos, criou-se o Programa para a Mobilidade Elétrica. Esse esforço destaca a ênfase em um planejamento que considere o cidadão e seu engajamento na construção de cidades sustentáveis. A cidade possui hoje uma das maiores redes de carregamento de veículos elétricos do mundo, 39% da frota municipal de carros é elétrica e uma rede nacional de mobilidade elétrica (Mobi.e), com cerca de 500 postos de carga para bateria.

O terceiro pilar do projeto é o desenvolvimento verde com eco-inovação, uma atuação de abordagem holística do planejamento, considerando e envolvendo uma ampla gama de interessados, como cidadãos, empresas, universidades e parceiros internacionais. Lisboa foi a primeira capital na Europa a assinar o Novo Pacto de Autarcas para Mudanças Climáticas e Energia em 2016 e com uma visão clara da mobilidade urbana sustentável, vem tomando medidas para restringir o uso de carros e priorizar o ciclismo, o transporte público e a caminhada.

Em conjunto, os programas que vêm sendo desenvolvidos na cidade nas últimas décadas e as novas ações a que se comprometeu com a indicação de Capital Verde da Europa de 2020 vão de encontro com o objetivo central do Programa Cidades Sustentáveis, ou seja, oferecer aos gestores públicos uma agenda de sustentabilidade urbana que sirva de inspiração e possa ser replicada. As iniciativas articuladas pela gestão da capital portuguesa contribuem para um desenvolvimento de médio e longo prazo, onde a cidade é protagonista da transformação sustentável.

Objetivo:

Promoção de uma cidade onde desenvolvimento econômico e sustentabilidade caminhem juntos, reforçando políticas públicas que priorizem a sustentabilidade como sinônimo de qualidade de vida e ambientes mais amigáveis para as pessoas.

Cronograma e Metodologia:

2012: Aprovação do novo Plano Diretor Municipal da cidade, que deu as bases para a proposta de estrutura verde de Lisboa

2014: Alcança redução de 50% nas emissões de CO2, após o desenvolvimento de projetos por um período de 12 anos;

2015: Ganha o prêmio de Região Europeia Empreendedora;

2016: Lisboa foi a primeira capital da Europa a assinar o Novo Pacto de Autarcas para Mudanças Climáticas e Energia;

2017: Aprovação da Estratégia da cidade de Combate à Mudanças Climáticas;

2018: Lisboa é eleita a Capital Verde Europeia de 2020;

Resultados:                                                                    

- Possui uma rede com 500 pontos de carregamento de veículos elétricos;

- 39% da frota municipal de carros é elétrica;

- 93,3% das pessoas em Lisboa vivem a menos de 300 m de um serviço de transporte público frequente;

- Despoluição do Rio Tejo, após um investimento de 210 milhões de euros e 10 anos de tratamento de águas residuais ao longo da bacia do rio;

- Redução da perda de água de 23,55% em 2005 para menos de 8% em 2018;

- Deslocamento de 3% do orçamento municipal diretamente para investimentos ao Plano Municipal de Acessibilidade

Instituições envolvidas:

Prefeitura de Lisboa

Câmara de Vereadores de Lisboa

Contato:

Prefeitura de Lisboa

Telefone: 808 20 32 32 / 218 17 05 52

Fontes:

Plano Diretor Municipal

Plano Verde de Lisboa

Plano de Mobilidade Urbana de Lisboa

Plano de Acessibilidade de Pedestres de Lisboa

Plano de Ação Local pela Biodiversidade

Proposta de Plano Verde da Câmara de Vereadores de Lisboa

Projeto Lisboa na Boa

Companhia de Transporte de Lisboa (Carris)

Projeto Lisboa Capital Verde da Europa 2020

Plano de Drenagem de Lisboa

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última modificação: sex, 08/03/2019 - 16:28