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Maripá Vigilante: Prevenindo Violências, Apoiando a Paz

Maripá

Continente: 
América do Sul
País: 
Brasil
Estado - Província: 
PR
População (Ano): 
5.684 hab.
Ano População: 
2010
Área Total (Ano): 
283,00 km²
Ano Área Total: 
2010
Maripá Vigilante é um projeto de conscientização sobre a importância de se prevenir as diversas formas de violência, especialmente contra mulheres, crianças e adolescentes. Desenvolvido desde 2013 no município paranaense de Maripá, suas ações envolvem a capacitação de gestores e profissionais de saúde para atendimento especializado à vítima de violência doméstica.

Descrição:

A violência doméstica é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, causando danos estruturais nas famílias e comunidades, impactando negativamente na construção de uma sociedade mais justa, democrática e sustentável. Os efeitos desse tipo de violência são muitas vezes subjetivos e, em escala, apresentam impacto nas mais diversas áreas das políticas sociais, gerando demanda nos serviços de saúde, segurança, assistência social e outros.

Buscando um olhar sobre a aplicação local de ações e políticas públicas, o enfrentamento à violência doméstica nos municípios brasileiros se alinha a objetivos específicos do Eixo Equidade, Justiça Social e Cultura de Paz. Nesse sentido, o Programa Cidades Sustentáveis prevê ações de promoção da inclusão social e respeito à diversidade em suas várias instâncias, visando uma sociedade mais justa e pautada pela cultura de paz. As Nações Unidas dão ênfase à necessidade de alcançar a igualdade de gênero, proposta no ODS 5 como essencial para o desenvolvimento social em todos os objetivos e metas.

Com o objetivo de combater a violência doméstica e suas consequências, o projeto Maripá Vigilante, Prevenindo a Violência e Apoiando a Paz foi criado como iniciativa da Secretaria de Saúde do município do oeste paranaense. Desenvolvido desde o ano de 2013, oferece diversas atividades para a prevenção às violências, com ênfase nos casos de violência contra a mulher, a criança e adolescentes. De vocação marcadamente agrícola e conhecido por sua produção nacional de orquídeas, o município vem encarando o enfrentamento à violência como uma questão central para seu desenvolvimento.

Com o engajamento da comunidade e capacitação de profissionais de diversas áreas o projeto trouxe transformações importantes nos serviços prestados pelo município e humanização no atendimento à vítima, resultando em um grande aumento nas notificações de violências. Ao mesmo tempo vem diminuindo a incidência de casos de transtornos psicológicos e psiquiátricos em decorrência desses históricos, reforçando a importância de se conscientizar a população sobre a gravidade do tema da violência doméstica.

A presença de profissionais preparados, atentos às fragilidades no atendimento à vítima e conhecimento técnico e legal sobre o assunto se complementa com atividades educativas para a comunidade, que incluem palestras, distribuição de livretos sobre a Lei Maria da Penha, banners, outdoors e outros materiais educativos. O resultado institucional do projeto é a capacitação constante da Rede de Atendimento às violências do município (CRAS, SMS, CT, PM), garantindo a continuidade da política e sua eficácia progressiva.

A capacitação de gestores e profissionais de saúde para implementação, ampliação e qualificação da Notificação das Doenças e Agravos Não Transmissíveis (Dants) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) visa a possibilidade de realizar diagnósticos da ocorrência de violências, fornecendo subsídios e indicando áreas de risco e prioridade para políticas públicas. Esse tipo de instrumento se mostra extremamente relevante para auxiliar o planejamento da saúde municipal e avaliar o impacto de suas intervenções.

Ao longo de cinco anos de projeto já foram capacitados 241 profissionais na cidade de Maripá, nos mais diversos segmentos do serviço público, como trabalhadores do serviço de saúde e do CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), conselheiros tutelares, Policia Militar, da Secretaria de Educação, entidades da sociedade civil, empresas privadas, entre outros. Em paralelo, foram abertas duas novas Unidades Notificadoras de Violências, espaços especializados no atendimento de casos de violência.

Responsável pelo projeto, a diretora de saúde Clarice Fischer Angelott explica que o intuito de humanizar o atendimento às vítimas de violência tem como foco a conscientização de direitos e a importância da notificação em casos de agressão. “Levantar e divulgar os números da violência é fundamental para pensarmos políticas eficazes no enfrentamento à violência”.

Objetivo:

Organizar a rede de serviços de atendimento ao usuário em situação de violência no Município, buscando alternativas preventivas, minimizando as diferentes formas de violências, favorecendo a promoção da saúde e o envolvimento de uma comunidade cada vez mais consciente, envolvida e proativa. Capacitar gestores e profissionais de saúde para implementação, ampliação e qualificação da Notificação das Doenças e Agravos Não Transmissíveis (Dants) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan);

Cronograma e Metodologia:

2013: Início do projeto com a capacitação de agentes públicos de saúde para atendimento de vítimas de violência doméstica;

2014: Montagem e abertura de uma nova unidade notificadora na cidade, especializada nesse tipo de atendimento. Nesse ano começam a ser monitorados os números da violência na cidade;

2018: O projeto ganha o 1º lugar no II Concurso de Boas Práticas – Iniciativas para construção da Agenda 2030, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu e Itaipu Binacional;

Resultados:

- Aumento de três para cinco Unidades Notificadoras de Violências e aumento notório das notificações de Violência Doméstica Sexual e outras Violências, bem como o aumento na procura por orientações e conduta de usuárias(os), demonstrando o envolvimento da comunidade no projeto.

- Capacitação de 241 profissionais dos mais diversos segmentos públicos da cidade, como: Trabalhadores de Saúde; Conselheiros tutelares; Policia Militar; Trabalhadores do CRAS (Centro de Referência em Assistência Social); Trabalhadores da Secretaria de Educação; Entidades organizadas não governamentais; empresas privadas; conselheiros de saúde; representantes de clube sociais, entre outros.

Instituições envolvidas:

Prefeitura de Maripá

Secretaria Municipal de Saúde

Centro de Referência em Assistência Social de Maripá - CRAS

Contato:

Secretaria de Saúde de Maripá

Endereço: Rua Pinto Bandeira, 607, Centro

Contato: (44) 3687-1133

Email: [email protected]

Fontes:

Projeto Maripá Vigilante

Lei Maria da Penha

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última modificação: sex, 26/04/2019 - 15:57