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Metade dos candidatos não propõe políticas voltadas a cidadãos LGBTI+

No ano passado, o Estado registrou uma média diária de quatro crimes motivados por homofobia ou transfobia

Por Afonso Ribeiro - Destak São Paulo

Seis candidatos ao governo do Estado de São Paulo não mencionaram políticas públicas voltadas aos cidadãos LGBT+ em seus planos de governo. Os projetos estão cadastrados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e disponíveis para consulta.

Os políticos que não documentaram propostas voltadas a diversidade são: João Doria (PSDB), Rogério Chequer (NOVO), Edson Dorta (PCO), Major Costa e Silva (DC), Rodrigo Tavares (PRTB) e professor Cláudio Fernando (PMN).

No ano passado, o Estado registrou uma média diária de quatro crimes motivados por homofobia ou transfobia. Foram 1.541 registros em 2017.

Os dados são da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, da secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania. A maioria dos registros são de violência doméstica, homicídio e injúria.

Neste ano, a 22ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo teve como lema "Poder pra LGBTI+, Nosso Voto, Nossa Voz". 

"Infelizmente, ainda são poucos os políticos heterossexuais e cisgêneros aliados, que abraçam a pauta por mais direitos humanos e cidadania em seus discursos e plataformas políticas", afirma a ONG APOGLBT SP, organizadora do evento, considerado a maior manifestação por respeito a diversidade em todo país.

Na capital paulista, uma pesquisa do Ibope em parceria com a Rede Nossa São Paulo mostrou que mais da metade da população (54%) é favorável à criação de leis de incentivo à inclusão dos LGBT+ no mercado de trabalho.

Os que elencaram propostas específicas ao tema são os candidatos Paulo Skaf (MDB), Márcio França (PSB), Luiz Marinho (PT), Professora Lisete (PSOL) e Toninho Ferreira (PSTU).

O candidato Marcelo Cândido (PDT) cita o termo "políticas de inclusão LGBT", porém sem especificar nenhuma proposta.

Matéria publicada no jornal Destak São Paulo.

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