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Pesquisa revela que São Paulo é pouco acolhedora para crianças e adolescentes

Levantamento “A Cidade e a Criança” aborda situações de vulnerabilidade e avalia qualidade dos espaços públicos destinados a esse público, entre outros itens. Confira os resultados.

Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo
 
A capital paulista é pouco amistosa e acolhedora para crianças e adolescentes. Essa é uma das conclusões da pesquisa “A Criança e a Cidade”, que foi divulgada nesta terça-feira (9/10) pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo.

De acordo com os resultados do levantamento, 82% dos paulistanos avaliam que aumentou, nos últimos 12 meses, o número de crianças e adolescentes usando álcool e drogas. Outros 76% afirmam que, no mesmo período, cresceu a presença do segmento pedindo dinheiro.

Morando na rua, com 73%, e trabalhando, 51%, também são situações de vulnerabilidade em que os pesquisados percebem aumento no último ano.

Além de as crianças e os adolescentes estarem mais presentes em situações de vulnerabilidade, a qualidade de alguns espaços e equipamentos públicos destinados a esse público não é bem avaliada pelos paulistanos.

Para 41% dos entrevistados, a qualidade dos parquinhos públicos da cidade é ruim ou péssima. Outros 38% a consideram regular, 16% dizem que é ótima ou boa e 6% não sabem ou não responderam. 

As praças e parques são ruins ou péssimos para 33% dos entrevistados, enquanto 41% as classificam como regular. Por outro lado, 22% afirmam que esses espaços são ótimos ou bons e 4% não sabem ou não responderam.

Já os centros culturais e as bibliotecas públicas gozam de uma avaliação mais positiva por parte da população. 

Na opinião de 41% dos entrevistados, a qualidade dos centros culturais da capital paulista é boa ou ótima. Outros 34% a classificação como regular, 14% assinalam ruim ou péssima e 10% não sabem ou não responderam.

Avaliação parecida receberam as bibliotecas públicas, que registram 39% de boa ou ótima e 37% de regular. Na outra ponta, 13% as definem como ruins ou péssimas e 12% não sabem ou não responderam.

Divulgada em evento público no Sesc Consolação, a pesquisa entrevistou 800 moradores da cidade de São Paulo, de 16 anos ou mais. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais.

Confira aqui a apresentação da pesquisa “A Criança e a Cidade”, com outros resultados do levantamento.

Confira aqui a pesquisa completa.  

Série “Viver em São Paulo”

A pesquisa “A Criança e a Cidade” integra a série “Viver em São Paulo”, que foi iniciada este ano e mensalmente tem divulgado dados sobre a percepção dos paulistanos em relação a temas importantes que afetam a vida na capital paulista.

Os levantamentos da série e os eventos mensais, que incluem divulgação dos resultados, debates e intervenções culturais sobre cada tema pesquisado, são promovidos pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo.

Confira a repercussão na mídia:

Em São Paulo, 58% esperam mais de 6 meses por creche (DCI)

76% acreditam que aumentou o número de crianças e adolescentes pedindo dinheiro na rua, diz pesquisa (G1 + SPTV))

SP: 82% dizem que cresceu número de crianças e jovens usando drogas (AGÊNCIA BRASIL)

8 em cada 10 dizem que cresceu nº de crianças usando álcool e drogas em SP (ESTADÃO)

Situação dos parquinhos públicos de São Paulo é ruim (METRO JORNAL)

Paulistas dizem que cresceu número de crianças usando álcool e drogas (R7)

Lotação do transporte é dificuldade para quem anda com crianças em SP (DESTAK)

Oito em cada 10 dizem que cresceu número de crianças usando álcool e drogas em SP (ISTOÉ DINHEIRO)