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Segunda edição do Prêmio Cidades Sustentáveis será em 2016

O lançamento do prêmio foi realizado durante a Conferência Internacional Cidades Sustentáveis e o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília.

Por Luana Copini, da Rede Nossa São Paulo

Ao final da Conferência Internacional Cidades Sustentáveis – realizada no âmbito do III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília –, foi lançada a segunda edição do Prêmio Cidades Sustentáveis.

O prêmio, que será entregue em 2016, visa reconhecer políticas públicas inovadoras bem-sucedidas de cidades brasileiras, que já demonstrem resultados concretos e tenham como base os indicadores do Programa Cidades Sustentáveis (PCS).

Nesta segunda edição, o prêmio deverá contemplar temas, como educação, segurança, saúde, mobilidade urbana, esporte, criança, etc..

O Programa Cidades Sustentáveis firmará parcerias com organizações que já possuem reconhecida experiência nos temas a serem contemplados.

Durante o lançamento, ocorrido nesta quinta-feira (9/4), foram apresentadas duas categorias, com respectivas parcerias: o Prêmio Cidade da Criança, realização de forma conjunta com o Instituto Alana; e o Prêmio Cidades do Esporte, fruto da parceria com a Atletas pelo Brasil.

Na avaliação de Oded Grajew, coordenador geral do Programa Cidades Sustentáveis e da Rede Nossa São Paulo, muitas pessoas talvez ainda não saibam o que é sustentabilidade, mas, certamente, conhecem na prática o que é insustentabilidade. “Sabem que o analfabetismo é insustentável, a desigualdade é insustentável, a falta de transparência é insustentável, a poluição é insustentável, acabar com os recursos naturais, a água, por exemplo, é insustentável, a baixa qualidade na saúde é insustentável...”, reforçou ele.

Por isso, segundo Grajew, “é preciso reconhecer as boas práticas que podem ser adotadas pelos municípios, para mudar a realidade da insustentabilidade e afetar positivamente a nós, os nossos filhos e netos”.

O coordenador do Programa Cidades Sustentáveis destacou a importância das boas práticas para os prefeitos e municípios por eles administrados. “O prêmio será entregue dois meses antes das próximas eleições municipais”, argumentou ele, para em seguida complementar: “Além da visibilidade que o município [vencedor] terá, assumirá a responsabilidade com a criação de cidades mais justas e sustentáveis, sendo inspiração para outras cidades”.

O Prêmio Cidade da Criança reconhecerá as cidades e governantes que cuidam bem de suas crianças, implantando políticas e ações que garantam a elas acesso ao conhecimento, vida saudável e respeito aos direitos contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Promover os direitos da criança e do adolescente, além de criar ações para a construção de uma cidade – e sociedade – melhor para elas é o nosso papel” afirmou Pedro Hartung, do Instituto Alana, durante o evento de lançamento. 

De acordo com ele, o Prêmio Cidade da Criança tem o objetivo de elencar os municípios que possuem as melhores práticas e os melhores indicadores relacionados à infância. “Nós acreditamos que uma cidade, que propicia uma boa qualidade de vida às crianças, é realmente sustentável”, considerou Hartung.

Já o Prêmio Cidades do Esporte surge da necessidade de ações, boas práticas e políticas públicas de impacto no esporte nacional. Para ex-jogador de futebol Raí Oliveira, diretor da ONG Atletas pelo Brasil, “o prêmio não promete a integração dos programas locais para o esporte, mas o reconhecimento deles, fazendo com que se tornem referências para serem multiplicadas em outras cidades”.

Raí, que há anos luta pelo desenvolvimento de políticas públicas para o setor, informou que o prêmio terá como base o Relatório Cidades do Esporte (clique aqui e faça download do relatório).

Primeira edição premiou as cidades que mantinham observatórios

Em sua primeira edição (2014), o Prêmio Cidades Sustentáveis reconheceu o trabalho dos observatórios das cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis. A iniciativa foi realizada em parceria com a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Naquela edição, o objetivo era estimular os gestores públicos para a criação, manutenção e atualização de observatórios em seus respectivos municípios. Os espaços virtuais deveriam conter indicadores, programas de metas e informações relevantes sobre políticas públicas voltadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento sustentável.

Notícias da conferência

Confira aqui as notícias Conferência Internacional Cidades Sustentáveis, incluindo as reportagens sobre as mesas temáticas, onde foram apresentadas boas práticas e experiências de dezenas de cidades do Brasil e do exterior.