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Um novo Congresso é necessário, é possível e vai ser pelo voto

Por Psicanalistas Pela Democracia 

“Um novo Congresso é necessário, é possível e vai ser pelo voto”

Um grande número de textos e vídeos vem surgindo nas redes sociais fazendo o mesmo alerta que nossa Campanha: é preciso dar tanta atenção ao voto para Presidente como ao voto para eleger os deputados federais e senadores que vão compor o Congresso Nacional.

Ao que parece, portanto, muita gente está acordando para o fato de que o Presidente da República não pode fazer nada sem leis que o autorizem a agir, e que essas leis são discutidas e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Ou seja, para que os problemas do país sejam efetivamente resolvidos dependemos de um Congresso composto por deputados e senadores realmente preocupados em resolvê-los, e os interesses de todos só serão atendidos se ele representar todos os segmentos da sociedade brasileira.

Nosso voto é para eleger os membros do Congresso e portanto é decisivo para que a ação do governo não se atenha aos interesses dos setores privilegiados da sociedade, dos próprios membros do Congresso e dos que financiaram suas campanhas.

A pergunta imediata que resultará destas constatações será necessariamente: em quem, então, votar?

O objetivo deste texto é nos ajudar a responder a essa pergunta, e nos prepararmos para ajudar a todos que deixarão essa escolha para a última hora, acostumados que estamos a dar pouca atenção aos votos para o Congresso Nacional.

Como escolher os candidatos a deputado federal e às duas vagas de senador? Em quem votar?

O desafio é particularmente difícil nestas eleições de 2018. A campanha eleitoral é muito curta (somente 45 dias, dos quais mais de duas semanas já se foram). O caráter suprapartidário de nossa Campanha nos obriga a não indicar nomes mas somente caminhos e critérios para obter informações e escolher o candidato em quem votar. E as campanhas para Presidente, que vão se acirrando dadas as muitas incertezas que as cercam, acabam concentrando todo o noticiário eleitoral.

Para obter dados pode-se contar com um grande número de publicações, sites, plataformas e artigos de jornal. Mas é muito difícil e trabalhoso pesquisar sozinho.

Voltamos assim a sugerir que organizemos rodas de conversa agora, para trocarmos ideias e informações e escolhermos nomes, até porque sem dúvida é trabalhoso ler tudo que é necessário para escolher quem melhor nos representará.

Se você participou de “rodas de conversa” da Campanha, outras pessoas da roda podem se interessar em reconstruí-la para pesquisar juntas. Mas você também pode propor isso a colegas de trabalho, a vizinhos, à sua comunidade, ou mesmo ao seu grupo familiar. Na família é inclusive mais fácil contar com a ajuda dos mais jovens, mesmo que ainda não sejam eleitores. Eles manipulam melhor os computadores, onde se encontra a maior parte das informações, e com isso também podem se formar politicamente.

Como nunca se deu muita importância à escolha dos candidatos em quem votar para o Congresso, nem todos estão dispostos a tal esforço. Mas só assim chegaremos na hora de votar com pelo menos duas certezas:

– não estaremos dando poder a um chantagista ou estelionatário (que é o que procuramos fazer quando temos que dar uma procuração a um advogado);

– não estaremos elegendo como nosso representante alguém que vai votar lá no Congresso contrariamente a tudo que desejamos para nosso país.

É melhor deixar claro de inicio que não se trata de todos escolherem os mesmos candidatos, mas de pesquisarem juntos para chegar a uma lista de nomes possíveis.

Oito passos para elaborar uma lista de candidatos em quem votar

Dada a grande quantidade de candidatos, o melhor método talvez seja o das eliminações progressivas, a partir de uma lista de candidatos que o grupo conheça.

Sugerimos então uma série de passos: 

1. Elaborar a lista de candidatos que o grupo conheça, acrescentando a cada nome duas informações:

– o nome do partido pelo qual ele se apresenta,

– se ele pretende se reeleger, se é candidato estreante ou se já se apresentou outras vezes sem ter sido eleito.

2. Tomar a lista dos que pretendem se reeleger e eliminar:

– aqueles que estão implicados em atos de corrupção em investigação ou em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal ;

– aqueles que no exercício de mandatos anteriores (no Legislativo ou no Executivo) estiveram implicados em atos de improbidade ou outras irregularidades;

– aqueles que durante seu mandato votaram a favor de leis que, segundo o pensamento do grupo, são prejudiciais ao povo brasileiro.

A maior parte dos participantes de nossa Campanha a ela se integraram a partir da sentença dada no Tribunal Tiradentes, que condenou a não voltarem ao Congresso, pelo  voto dos eleitores, todos os membros da maioria parlamentar que nele se formou, por meios espúrios, para impor ao povo brasileiro os retrocessos que estão sendo denunciados.

Nessa perspectiva, os nomes de todos os parlamentares que na Câmara dos Deputados votaram para livrar o Presidente Temer das duas investigações de corrupção solicitadas pelo STF devem ser eliminados da lista. Assim, também, os nomes de todos os senadores que votaram a favor da Emenda Constitucional do Teto de Gastos.

A partir dessas listas, fáceis de obter em sites e plataformas da internet, poderão ser eliminados muitos nomes da lista de candidatos querendo se reeleger. Mas as rodas que se formem para escolher em quem votar poderão adotar outros critérios para eliminar nomes.

O que é preciso é separar o joio do trigo entre os candidatos que buscam a reeleição.

3. Entre os que não foram eliminados, verificar o partido a que pertencem, eliminando os filiados a partidos “nanicos” e “de aluguel”, ou de aproveitadores que, a juízo do grupo, defendem interesses de setores sociais privilegiados.

Todos sabemos que muitos partidos no Brasil, também chamados nanicos, não são senão aglomerados de aproveitadores que participam do processo eleitoral com três objetivos: permitir que esses aproveitadores se candidatem; receber recursos financeiros do Fundo Partidário; vender aos principais candidatos à Presidência o tempo a que têm direito na propaganda eleitoral da TV. Hoje há no Brasil 35 partidos registrados na Justiça Eleitoral e outros 73 pedindo seu registro.

4. Tomando em seguida a lista dos estreantes e dos que se apresentaram em eleições anteriores sem terem sido eleitos, aplicar o critério do ponto 3 (quanto aos partidos a que pertencem) para uma primeira serie de eliminações.

5. Buscar informações sobre a vida pregressa de cada um dos estreantes que tenham restado das eliminações anteriores: se eram pessoas já engajadas em ações sociais coletivas ou em organizações da sociedade civil, ou se participaram de movimentos em torno de causas sociais. Os que não preencherem essas condições deverão se eliminados da lista.

6. Podem ser então examinadas as atuações e iniciativas de todos assim como as propostas de cada candidato para o exercício do seu mandato, quanto a questões que o grupo considerar como fundamentais para a vida do país e da maioria da população. Indicamos três em especial, em torno das quais é provável que haja consenso no grupo: a luta contra a desigualdade social, a luta contra a corrupção e a necessidade de uma reforma política no país.

Para conhecer melhor como os candidatos se posicionam sobre essas e outras questões será sempre útil questioná-los diretamente em debates que eventualmente promovam em suas campanhas.

7. Entre os que restaram, será útil elaborar uma lista prioritária com aqueles que se apresentam como candidatos de setores sociais até agora não representados ou sub-representados no Congresso, já que o grande problema de nosso Congresso é não representar efetivamente todos os segmentos de nossa sociedade.

8. De posse desses dados cada membro do grupo escolherá os candidatos em quem votar (um deputado e dois senadores), e fará indicações para outras pessoas.

Onde buscar informações

Ao realizar a pesquisa, o grupo deve evitar as várias informações falsas ou direcionadas maldosamente que proliferam nas redes sociais, verificando a origem dos dados, quem os divulga etc.

Indicamos mais adiante uma série de sites e plataformas em que informações confiáveis estão disponíveis.

Pensar no longo prazo

Não será fácil nos desvencilharmos das máquinas eleitorais que mantém no Congresso os políticos profissionais de sempre – cuja maior parte é constituída por espertalhões que só se interessam em chantagear com o poder que conquistaram.

Ou seja, ainda temos que trabalhar muito para que mais gente (muito mais gente!) descubra o poder de seu voto para mudar o Brasil. Nossa campanha, nas eleições de 2018, seguramente ainda não terá resultados significativos. Ela não é portanto uma campanha de curto prazo. Teremos que continuá-la por muitas eleições.

As rodas de conversa que estamos formando poderão muito bem ser as sementes de uma ação continuada de longo prazo

Onde consultar sobre quem são os candidatos para saber em quem votar

São muitos os sites, plataformas, aplicativos e matérias de jornal que podem ser consultados. São tantos que é melhor distribuir o trabalho entre os membros da roda de conversa.

Confira a matéria completa no portal Psicanalistas Pela Democracia.  
 

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